sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sibutramina (parte 2)



Seus efeitos colaterais mais comuns são: boca seca, apetite paradoxalmente elevado, náusea, gosto estranho na boca, estômago irritado, constipação intestinal, problemas para dormir, tontura, dores menstruais, dor de cabeça, sonolência, dor nos músculos e articulações, podendo ainda, em alguns pacientes, elevar a pressão sanguínea (o que gera a necessidade de monitoramento regular da pressão).

Não são esses, entretanto, os efeitos que levaram, em outubro deste ano, a Anvisa a estabelecer novas regras para o emagrecedor, cujas prescrições deverão ser também acompanhadas de um termo de responsabilidade entre o médico e o paciente em três vias (uma para ser arquivada no prontuário, outra na farmácia e outra com o paciente). Tal medida se deve à constatação de efeitos colaterais pouco comuns, porém seríssimos, como: arritmia cardíaca, parestesia, alterações mentais e no humor ou, ainda, ataque apoplético, problema para urinar, dor no peito, hemiplegia, visão anormal, dispneia e edema.


Diante dos fatos é fácil constatar o porquê da burocracia por trás da aquisição e uso da sibutramina. O medicamento só deve ser tomado se a orientação alimentar e a atividade física não forem suficientes para atingir a redução de peso desejada e o paciente deve ter em mente que o uso do mesmo não exclui a necessidade de controle da alimentação  prática regular de exercícios físicos. Apesar da tentadora promessa por trás do uso da sibutramina, o paciente deve, necessariamente junto ao seu médico, avaliar os prós e contras, tendo sempre em mente que um corpo bonito não é nada sem saúde.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sibutramina (parte 1)

A Sibutramina, comercializada como Meridia ou Reductil, é um fármaco administrado oralmente para tratamento da obesidade, cujo uso vem gerando muita polêmica. No Brasil, pode ser encontrada nas dosagens 10 mg (equivalente a 8,37 mg de sibutramina) e 15 mg (equivalente a 12,55 mg de sibutramina), sendo vendida mediante prescrição médica e retenção de receita. Encontra-se sob duas formas: sal anidro e cloridrato monoidratado de sibutramina, sendo que a anidra não possui o número suficiente de estudos clínicos de eficácia e segurança (razão pela qual a Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a sua importação para o Brasil).


O medicamento promete acelerar o metabolismo, diminuir a fome e aumentar a sensação de saciedadede forma a satisfazer o apetite com pouco alimento. Age inibindo a reabsorção dos neurotransmissores: serotonina (em 73%), norepinefrina (em 54%) e dopamina (em 16%), o que ajuda a elevar a saciedade. Assim, o cloridrato de sibutramina conquistou um grande reconhecimento devido a sua eficácia no tratamento da obesidade e hoje é um dos mais conhecidos e procurados medicamentos para a perda de peso no Brasil.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Aparência da língua reflete alterações corporais


Cientistas da Universidade de Tecnologia da Malásia apostaram na ideia de que a análise da aparência da língua pode ajudar a desvendar eventuais problemas no corpo humano e iniciaram um projeto com o intuito de provar que o exame de observação lingual deve ser incorporado ao dia a dia de médicos e dentistas. Assim, com o auxílio de leituras digitais, os estudiosos pretendem desenvolver um chip para processar imagens capturadas na boca e aperfeiçoar o diagnóstico.




Esse tipo de investigação é possível porque as mucosas do nosso organismo são as primeiras a sofrer alterações em situações de carências, deficiências ou abalos da homeostase. Inclusive o estado nutricional se reflete na língua, uma vez que os tecidos da boca dependem de uma série de nutrientes e vitaminas para se renovarem.

A aparência da mucosa, em si, é a primeira a ficar diferente quando algo não vai tão bem. Isso porque nosso corpo mantém um estoque de substâncias importantes, como certos nutrientes. Se essas reservas ficam no limite, logo surgem tonalidades estranhas, por exemplo. Um problema bastante comum é a língua ficar mais avermelhada do que o normal e perder sua aspereza característica, o que acontece mediante a falta de vitaminas docomplexo B e ferro.

Doenças mais graves, por sua vez, fazem mais do que alterar a língua em si, afetando, ainda, o fluxo salivar. A saliva é formada por uma parte líquida e uma sólida. Quando alguém adoece, a tendência é o problema diminuir a produção só da primeira parte. Então, os resíduos sólidos, capazes de entregar a disfunção, formam um revestimento mais aderente e espesso que, conforme a cor — amarelada, branca, com pontos negros, entre outros tons —, irá levantar suspeita do mal que está à espreita.


Disponível em: http://saude.abril.com.br/edicoes/0343/medicina/lingua-diz-muito-646689.shtml

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Lei antifumo é aprovada pelo Senado



Segundo o portal de notícias Globo.com,  senadores aprovaram esta semana (22 de novembro) um projeto que proíbe o fumo em locais fechados em todo o país, sejam eles públicos ou privados.

A emenda amplia, ainda, as restrições à propaganda do cigarro, com aumento da advertência sobre os riscos do fumo e prevê aumento na carga tributária do produto, além de fixar preço mínimo de venda do mesmo no varejo.

O aumento no preço do produto está previsto para o início de 2012. Com o reajuste do imposto e o estabelecimento de um preço mínimo, o cigarro subirá cerca de 20%, em 2012, chegando a 55% em 2015.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Queijo x Manteiga (notícia)



Os médicos e nutricionistas recomendam há muito tempo que as pessoas evitem a gordura de origem animal para reduzir o colesterol. Mas pesquisadores dinamarqueses dizem que o queijo não é tão ruim, e que provavelmente não deveria ser colocado no mesmo lugar que a manteiga.
Segundo o estudo, publicado no periódicoAmerican Journal of Clinical Nutrition, pessoas que comeram porções diárias de queijo durante intervalo de seis semanas apresentaram menor colesterol LDL, o colesterol "ruim", que aquelas que consumiram quantidades semelhantes de manteiga pelo mesmo período. O grupo liderado por Julie Hjerpsted, da Universidade de Copenhague, realizou a pesquisa com 50 pessoas.

A cada uma foi dada uma dieta controlada e se somou a ela uma quantidade de queijo ou manteiga diariamente. Cada participante foi comparado com ele mesmo, para ser possível acompanhar as mudanças no corpo causadas pelo consumo de alimentos.

Há vários motivos possíveis para a diferença observada. O queijo possui muito cálcio, e se demonstrou que ele aumenta a quantidade de gordura excretada pelo aparelho digestivo. Outra possível explicação é a grande quantidade de proteína no queijo e seu processo de fermentação, duas coisas que poderiam afetar a forma de digestão, comparada à manteiga.

Para Elizabeth Jackson, que é da Universidade de Michigan e não participou do estudo, a pesquisa foi bem feita, mas não muda o que os cardiologistas recomendam. "Queremos que as pessoas tenham uma dieta centrada em grãos integrais e legumes e moderada em gordura - o que inclui o queijo."


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Efeito sanfona

O tão temido efeito sanfona, nada mais é que um processo caracterizado por emagrecimento e ganho de peso consideráveis em intervalos relativamente curtos de tempo.  Este é causado, principalmente, por dietas radicais e falta de informação.

Tudo isso acontece porque as pessoas, em geral, se submetem a períodos de grande privação alimentar, em que a ingestão acaba sendo qualitativa e/ou quantitativamente inadequada. Como consequência, o indivíduo não consegue manter a dieta e acaba cedendo aos antigos hábitos. Essa alternação entre períodos de grandes e pequenas ingestões, acarreta ganhos e perdas de peso em curtos intervalos de tempo, ou seja, o famoso efeito sanfona.




Além da frustração de não conseguir manter o peso, ele também gera flacidez, estrias e possíveis danos à saúde! No final das contas, só uma bem orientada e permanente mudança de hábitos permite que os resultados não só sejam alcançados, com, também, duradouros.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Notícia: nova proteína associada à obesidade é descoberta


­­­­­­Como foi visto no post anterior, a leptina é um hormônio produzido nos adipócitos e responsável pelo aumento do gasto energético e da saciedade, sendo que, a resposta do corpo a ela diminui em pessoas obesas ou com sobrepeso, em decorrência do desenvolvimento de resistência à substância.

A novidade é que uma recente pesquisa publicada no periódico americano Cell Metabolism e realizada, na Austrália, pela Universidade de Monash, com auxílio de colaboradores dos Estados Unidos, identificou uma nova proteína que inibe o hormônio leptina no cérebro. Testes em camundongos revelaram que a mesma torna-se mais abundante com o ganho de peso, aumentando a resistência à leptina e apressando a progressão da obesidade mórbida.



Antes do grupo identificar esta nova proteína inibidora, duas outras já eram conhecidas, constando-se, ainda, que esses três reguladores negativos do hormônio produzem efeitos em diferentes estágios. Tudo isso esclarece um círculo vicioso em que, à medida que a pessoa fica obesa, a resistência à leptina torna o processo de perder peso cada vez mais difícil.

O estudo também mostrou que o ganho de peso foi amplamente evitado em camundongos geneticamente modificados que tiveram dois dos reguladores negativos eliminados do cérebro. A partir daí, os pesquisadores passarão a realizar outros testes para determinar o que acontece quando as três proteínas são neutralizadas, e descobrir se isso é o suficiente para evitar a progressãoda obesidade.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Leptina, o hormônio da obesidade

Ao contrário do que a maioria pensa, o tecido adiposo é muito mais que um depósito de células gordurosas responsável pela estocagem de energia e manutenção da temperatura corporal! Ele exerce uma importantíssima função endócrina, produzindo hormônios como a leptina!


A leptina é um hormônio proteico que age no cérebro inibindo o apetite e estimulando o gasto de energia. Sua concentração varia de acordo com a quantidade de tecido adiposo. Estudos apontam a existência de vários fatores metabólicos e endócrinos que contribuem para regular a transcrição de seus genes em adipócitos, sendo um bom exemplo a constatação da diminuição da concentração sanguínea do hormônio em resposta a baixos níveis de insulina.

Uma de suas ações mais famosas e importantes é o estímulo da síntese cerebral de anorexígenos, responsáveis pela diminuição da ingestão alimentícia em decorrência do estímulo à sensação de saciedade. Outra propriedade interessante é a de alteração do gasto de energia, que se deve à geração de estimulo da norepinefrina (NOR) e da lipólise no tecido adiposo, levando à termogênese.

Diante disso tudo, você deve estar se perguntando o porquê de engordarmos (afinal, quanto mais gordura, mais leptina) e a resposta reside no fato de que o excesso desse hormônio no sangue gera resistência ao mesmo!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cafeína (Parte II)

Em doses elevadas, a cafeína é tóxica para o sistema vestibular. Pode provocar comprometimento dos sistemas de convergência e acomodação, diminuição dos movimentos sacádicos e disfunção vestibular periférica. Pode, ainda,  causar sinais perceptíveis de confusão mental e indução de erros em tarefas intelectuais, ansiedade, nervosismo, tremores musculares, taquicardia e zumbido. A suspensão súbita da ingestão de cafeína pode levar à abstinência, sendo os sintomas mais comuns: fadiga, ansiedade ou depressão, náuseas, vômitos, cefaléia e diminuição da concentração. Vale ressaltar que a ocorrência de ansiedade com a retirada súbita da cafeína ocorre mesmo em indivíduos que consomem doses baixas dessa substância (50 a 150 mg/dia). Dentre os efeitos adversos destacam-se, também, insônia, cefaleia, irritação gastrointestinal, hemorragia e estimulação da diurese.



No que diz respeito às gestantes, frequentemente, ocorre aversão aos produtos cafeinados, particularmente ao café, no primeiro trimestre de gestação, levando à interrupção ou redução do consumo de cafeína ao longo da gravidez. Desde os anos 70, alguns estudos têm sugerido associação entre o consumo materno de cafeína e desfechos fetais, tais como: redução do crescimento fetal, prematuridade, restrição de crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer, aborto espontâneo e malformações, levando à recomendação para diminuição do consumo de cafeína no período gestacional.

Diante desses fatores, destaca-se a importância de consultar um profissional qualificado antes do consumo efetivo da cafeína. Lembre-se de que as doses e a eficácia variam de indivíduo para indivíduo!

Cafeína (Parte I)

A cafeína é um dos alcaloides com atividade biológica mais ingeridos no planeta. Apesar de não possuir valor nutricional, a substância apresenta ação farmacológica variada provocando, dentre outros efeitos, alterações no sistema nervoso central, sistema cardiovascular e homeostase de cálcio.




Em doses moderadas, mantêm o indivíduo alerta, com uma capacidade intelectual maior e mais constante, favorecendo associação elaborada de ideias e diminuindo o tempo de reação aos estímulos sensoriais.  A cafeína pode, em tese, melhorar o desempenho dos atletas através da mobilização de ácidos graxos livres do tecido adiposo, aumentando o suprimento de gordura ao músculo, economizando glicogênio, melhorando a função neuromuscular e prolongando o tempo de exercício. Atua também melhorando a contratilidade dos músculos cardíacos e esqueléticos e como estimulante do sistema nervoso central, o que beneficia atividades que demandam concentração. Acredita-se, ainda, que possa ajudar na perda de peso, prevenção de fadiga e produção de energia. Segundo alguns estudos, outro efeito seria o de cruzar a barreira hematoencefálica e antagonizar os efeitos da adenosina, resultando em altas concentrações de neurotransmissores estimulatórios, aumentando a vigília e elevando o humor. Vale ressaltar que os efeitos positivos do uso da cafeína podem ser obtidos com a dose entre 3-6 mg/kg.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

10 Coisas Que Você Precisa De Saber Sobre Perder Peso [Documentário]

Assisti ao documentário abaixo e adorei  a exposição e argumentação acerca de princípios básicos da Nutrição. Acredito que conhecer os mecanismos fisiológicos associados às escolhas alimentares e eficácia das propostas apresentadas ao paciente facilita e enriquece o trabalho do nutricionista em todos os aspectos.





sábado, 6 de agosto de 2011

Que tal um maracujá?

O maracujá possui, tanto na folha quanto na polpa, uma substânica denominada passiflorina ou maracujina, esta é responsável por um efeito analgésico e relaxante muscular, gerando a sensação calmante. Este fruto é, ainda, fonte de vitaminas A, C e do complexo B. Além disso, apresenta boa quantidade de sais minerais (ferro, sódio, cálcio e fósforo), é fonte de fibras e possui um potente vermífugo, identificado nas sementes.

Pesquisadores alegam, inclusive, que sua casca diminui a absorção de glicose, ajuda no combate ao colesterol ruim e melhora a digestão, enquanto a polpa tem efeito calmante, analgésico e anti-inflamatório. Diante de todos esses benefícios não tem como não acrescentar o maracujá à sua lista de compras! Mas cuidado, apesar de saudável, ele não deve ser consumido em excesso e a dica é não comer mais do que três ou quatro por dia.



 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Alimente seus cabelos!

Há em média 3 milhões e meio de fios de cabelo em uma pessoa adulta e estes crescem, em média, 1 cm por mês. Diferenciam-se dos pelos comuns pela sua elevadíssima concentração por área de pele e pelo desenvolvimento em comprimento. Podem ser lisos, crespos, ondulados e de muitas cores. Além da sua inquestionável importância estética (uma vez que dá forma e valoriza rosto), os cabelos também funcionam como isolantes térmicos, protegendo a cabeça das radiações solares e da abrasão mecânica. São, ainda, indicativos da presença de diversas doenças que se manifestam alterando sua estrutura.



Os cabelos são feitos de proteínas (queratina), lipídeos (ceramidas), açúcares e minerais (cobre, zinco, enxofre,ferro) e crescem por meio do acúmulo de proteínas em sua base.  Assim sendo, para que fiquem saudáveis e bonitos, eles precisam de nutrientes específicos. A deficiência na ingestão desses nutrientes resulta em fios  finos, opacos, quebradiços e ressecados, além de alterações na cor e prejuízos em seu crescimento. Isso acontece porque, em situações de privação, os órgãos vitais são priorizados e os cabelos são os primeiros a sofrer com a falta dos nutrientes.

Para garantir cabelos belos e saudáveis, a dica é investir em uma alimentação equilibrada tanto em quantidade quanto em qualidade, além de investir uma boa hidratação! Assim, ingira adequadamente alimentos fonte de vitaminas (A e E), ácidos graxos essenciais, magnésio, enxofre, zinco, cálcio, potássio e ferro, utilize um bom tratamento hidratante e dê adeus aos cabelos quebradiços e opacos!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A beleza das unhas começa pela boca!

As unhas são estruturas rígidas que, assim como os cabelos, são formadas por um tipo de proteína denominada queratina. Estas são compostas por inúmeras camadas e podem ser acometidas por diversos tipos de patologias, como  manchas brancas, manchas de sangue, infecções bacterianas e fúngicas e psoríase.



A beleza e a saúde das mesmas podem ser afetadas por hábitos alimentares inadequados e pela ausência de nutrientes, como vitaminas A e D, aminoácidos, minerais (cálcio, zinco e enxofre)! Assim, para evitar que fiquem quebradiças e desgastadas, não basta ir religiosamente à manicure ou investir em cosméticos milagrosos, também é necessário ajustar sua alimentação!

O consumo de alimentos fonte de enxofre , cálcio e zinco, é uma excelente opção para quem se preocupa com a saúde e beleza das unhas. Nesses casos, investir em alimentos como: sementes de abóbora e girassol (sem casca), brócolis, couve-de-bruxelas, lentilha, repolho, carnes magras, feijões, cereais integrais, leite e derivados e peixes é um ótimo jeito de começar! Não se esqueça que a saúde e beleza começam de fora para dentro!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Chocolate dá espinha?

Segundo as crenças populares, o consumo de chocolate está relacionado ao aparecimento de acnes. Mas será que essa teoria tem fundamento?



A resposta é NÃO! Ao contrário do que muitos pregam, não existe nenhum estudo científico que comprove a associação entre o consumo de chocolate e o aparecimento de espinhas! A acne é uma doença inflamatória da pele e ocorre em decorrência de uma obstrução do canal de secreção da glândula sebácea, causada pelo aumento da produção de sebo. Esse aumento é uma consequência da elevação dos níveis de hormônios sexuais e ocorre, principalmente, na adolescência.

Como a secreção desses hormônios está ligada a aspectos emocionais e o chocolate é, muitas vezes, consumido para aliviar estados de tensão e/ou ansiedade, uma possível explicação é que o aparecimento de cravos e espinhas, se deve à alteração hormonal desencadeada por condições de estresse e não ao consumo do chocolate em si!!!

Essa é, sem dúvidas, uma ótima notícia aos chocólatras de plantão! Só não se esqueçam que, apesar das inúmeras características positivas, o chocolate continua sendo rico em gorduras e calorias, portanto, consuma com moderação!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Probióticos

Os probióticos são definidos pela  Organização Mundial de Saúde como “organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro” (FAO/WHO, 2001). Estes podem ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado, como leites fermentados, iogurte, ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas e atuam promovendo:



ü  Equilíbrio bacteriano intestinal;
ü  Controle do colesterol
ü  Controle de diarréias
ü  Redução do risco de câncer
ü  Aumento do valor nutritivo e terapêutico dos alimentos, uma vez que há um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos e absorção acrescida de cálcio e ferro;
ü  Fortalecimento do sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras;
ü  Particular importância para os indivíduos com intolerância à lactose, devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose;

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Prebióticos

Os alimentos prebióticos são alguns tipos de fibras alimentares, ou seja, carboidratos não digeríveis pelo corpo. Estes, possuem, portanto, uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas. Dentre suas funções destacam-se:

ü  A  manutenção da flora intestinal;

ü  Estimulo da motilidade intestinal (trânsito intestinal);

ü  Contribuição com a consistência normal das fezes, prevenindo, assim, a diarréia e a constipação intestinal por trocarem a microflora colônica por uma microflora saudável;

ü  Colaboração para que somente seja absorvido pelo intestino as substâncias necessárias eliminando, assim, o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, o que favorece a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue;

ü  Efeito bifidogênico, isto é, estimulo do crescimento das bifidobactérias, que suprimem a atividade de bactérias putrefativas e formadoras de substâncias tóxicas;



Exemplos de prebióticos são: frutoologosacarídeos (FOS), a pectina, as ligninas e a inulina.

1.Os frutooligosacarídeos estão presentes em alimentos como a cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja.

2.A pectina está presente na entrecasca dos cítricos, do maracujá e na maçã.

3.As ligninas nas cascas de frutas oleaginosas e leguminosas como a linha e a soja.

4.A inulina é encontrada principalmente na raiz da chicória, no alho, cebola, aspargos e alcachofra.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Frio x Fome

Por mais incrível que pareça, as alterações climáticas interferem sim no apetite! Basta o frio chegar para começarmos a sentir mais fome! Mas por que será que isso acontece?

Bem, nosso organismo é homeotérmico, ou seja, possui estabilidade térmica. Para manter essa estabilidade é fundamental que haja equilíbrio entre a temperatura interna e externa.  No frio o corpo gasta mais energia para produzir calor e manter a temperatura alta, o que resulta em maior necessidade energética e, consequentemente, mais fome!

Além disso, o glicogênio (que é um estoque de carboidratos no fígado e nos músculos) é, rapidamente, esgotado, porque a gordura acaba sendo poupada devido sua importante atuação como isolante térmico e na proteção dos órgãos vitais.

Graças a tudo isso acabamos sentindo mais fome e consumindo mais calorias durante o inverno!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Alimente-se bem, durma melhor!


Modificações simples na dieta são capazes de melhorar sensivelmente a qualidade do sono. Confira algumas dicas acerca do que preferir e do que evitar e dê adeus à insônia de uma vez por todas:

Prefira

Ø  Carnes brancas, como peixes e aves, ao invés de carnes vermelhas, como a bovina, que possui uma combinação de aminoácidos que  favorece uma descarga de adrenalina, prejudicando o descanso do corpo.

Ø  Preparações mornas e com pouco volume, como caldos, sopas e mingaus. Estas irão aumentar o fluxo sanguíneo gástrico, reduzindo o cerebral e facilitando o sono.

Ø  Leite morno, pois ele possui triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, um neurotransmissor  que desencadeia a sensação de prazer.

Ø  Alimentos ricos em carboidratos, como cereais e pães, (em doses moderadas, é claro!) Afinal, estes também  induzem a produção de serotonina. Uma dica é dar preferência aos integrais, que conseguem fazer uma liberação mais regular da serotonina, que permancerá por mais tempo na corrente sanguínea.

Ø  Maracujá, que possui propriedades calmantes, ajudando a relaxar e, consequentemente, dormir melhor.

Ø  Chás descafeinados, como erva-doce, camomila, erva-cidreira e hortelã.


Evite

Ø  Alimentos a base de cafeína, como refrigerantes do tipo cola e café, afinal, tal substância tem efeito estimulante, dificultando o sono.

Ø  Bebidas alcoólicas, pois estas podem  promover o  relaxamento de estruturas da região da faringe e palato mole, comprometendo a respiração e causando roncos e interrupções no sono. 

Ø  Comer em grandes quantidades durante a noite, uma vez que, nesse período, o metabolismo do corpo se torna mais lento, fazendo com que excessos causem desconforto abdominal, o que atrapalha a tranquilidade do sono.

Ø  Excessos proteicos, como carnes bovinas e suínas, que possuem aminoácidos que competem com o triptofano, impedindo a formação da serotonina.

Ø  Alimentos estimulantes, como chocolate, guaraná, chá preto e chá matte.




quarta-feira, 8 de junho de 2011

Insônia


A insônia consiste numa incapacidade/ dificuldade para começar a dormir ou manter o sono e é um problema que acomete inúmeras pessoas mundo afora. Ela pode ser tanto situacional (atingindo indivíduos que passam por dificuldades ocasionalmente), quanto patológica (acometendo indivíduos com problemas psicopatológicos mais graves, como depressão e ansiedade).

Dormir bem é importante não só por contribuir com a beleza dos cabelos e pele, como também por manter o equilíbrio e saúde do corpo e da mente.  Sabendo-se disso, fica claro o porquê do combate à insônia. O que muita gente não sabe é que a prática de exercícios físicos, atividades relaxantes (que diminuam o estresse) e modificações simples na dieta podem melhorar sensivelmente a qualidade do sono.





Confira o que preferir e o que evitar para uma boa noite de sono no próximo post! ;*

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Beber líquidos durante as refeições engorda?

A ingestão de líquidos durante as refeições, pode promover, mesmo que indiretamente, um aumento do peso corporal. Isso acontece porque tal hábito leva a uma dilatação estomacal. Essa expansão gástrica gera, a longo prazo, uma necessidade de ingestão de maiores volumes de alimento para gerar saciedade.  Além disso, as bebidas, em geral, possuem calorias, o que aumenta o consumo total de energia.

Tudo bem que um copo americano, vez ou outra, não faça tanto mal, só não esqueça de ficar atento à quantidade de açúcar e calorias ingeridas! Dê preferência a sucos naturais e cuidado com as bebidas gaseificadas, afinal, o gás distende, ainda mais, o estômago.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Doença Celíaca


            A doença celíaca é uma patologia auto imune, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten (proteína presente em cereais como o trigo, a aveia, o centeio, a cevada e o malte). Esta afeta o intestino delgado de adultos e crianças predispostos geneticamente e promove uma atrofia das vilosidades intestinais (o que resulta na má absorção de vitaminas, sais minerais, água e nutrientes).

            Dentre os diversos e variados sintomas da doença, encontram-se diarréia, fadiga, perda de peso e dificuldades de desenvolvimento (em crianças). Seu tratamento requer uma dieta livre de glúten durante toda a vida  e resulta, na maioria dos casos, no desaparecimento dos sintomas (que costuma acontecer em até duas semanas).

            Vale ressaltar que o glúten, presente em farinhas, flocos e farelos, é amplamente utilizado na culinária mundial. Como ele não desaparece mediante a cocção,sua retirada da dieta requer empenho! Felizmente, os produtos livres de glúten estão mais difundidos no mercado, facilitando a alimentação de indivíduos celíacos.